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Como 'vender' a língua portuguesa? Promoção do português dentro de duas comunidades na América do Norte

Fabio Scetti

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Abstract

Este artigo apresenta uma análise sobre as ideologias linguísticas que representam a nova posição da língua portuguesa dentro de duas comunidades portuguesas instaladas na América do Norte: em Montreal, Québec, no Canadá, e na cidade de Bridgeport, Connecticut, nos Estados Unidos da América. Enquanto as matrículas nas escolas comunitárias dentro dos dois grupos estão diminuindo, os atores destas instituições estão mobilizando discursos sobre o poder do português como uma língua de negócios, uma língua global. Utilizando uma abordagem etnográfica, observamos discursos das instituições e dos próprios falantes que deixam a posição de língua de herança (LH) para ‘vender’ uma nova língua do futuro. Observamos, então, como se mantém um paradigma nacionalista que vê uma nação equivaler ao uso duma língua, que nesse caso prevê o uso duma norma, para reforçar esta nova posição. A nossa metodologia qualitativa, baseada na observação participante e em entrevistas semiestruturadas, nos permitiu articular à análise discursiva com uma análise das práticas linguísticas, com enfoque na perceção e na identificação do que é o ‘bom’ português. As práticas mistas ou híbridas continuam a ser interrogadas segundo os repertórios de cada falante e em cada contexto, permitindo pôr em questão as ideologias de ‘pureza’ da língua.

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Este artigo apresenta uma análise sobre as ideologias linguísticas que representam a nova posição da língua portuguesa dentro de duas comunidades portuguesas instaladas na América do Norte: em Montreal, Québec, no Canadá, e na cidade de Bridgeport, Connecticut, nos Estados Unidos da América. Enquanto as matrículas nas escolas comunitárias dentro dos dois grupos estão diminuindo, os atores destas instituições estão mobilizando discursos sobre o poder do português como uma língua de negócios, uma língua global. Utilizando uma abordagem etnográfica, observamos discursos das instituições e dos próprios falantes que deixam a posição de língua de herança (LH) para ‘vender’ uma nova língua do futuro. Observamos, então, como se mantém um paradigma nacionalista que vê uma nação equivaler ao uso duma língua, que nesse caso prevê o uso duma norma, para reforçar esta nova posição. A nossa metodologia qualitativa, baseada na observação participante e em entrevistas semiestruturadas, nos permitiu articular à análise discursiva com uma análise das práticas linguísticas, com enfoque na perceção e na identificação do que é o ‘bom’ português. As práticas mistas ou híbridas continuam a ser interrogadas segundo os repertórios de cada falante e em cada contexto, permitindo pôr em questão as ideologias de ‘pureza’ da língua.

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Key contribution

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Method / approach

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Main findings

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Limitations

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Available abstract

Este artigo apresenta uma análise sobre as ideologias linguísticas que representam a nova posição da língua portuguesa dentro de duas comunidades portuguesas instaladas na América do Norte: em Montreal, Québec, no Canadá, e na cidade de Bridgeport, Connecticut, nos Estados Unidos da América. Enquanto as matrículas nas escolas comunitárias dentro dos dois grupos estão diminuindo, os atores destas instituições estão mobilizando discursos sobre o poder do português como uma língua de negócios, uma língua global. Utilizando uma abordagem etnográfica, observamos discursos das instituições e dos próprios falantes que deixam a posição de língua de herança (LH) para ‘vender’ uma nova língua do futuro. Observamos, então, como se mantém um paradigma nacionalista que vê uma nação equivaler ao uso duma língua, que nesse caso prevê o uso duma norma, para reforçar esta nova posição. A nossa metodologia qualitativa, baseada na observação participante e em entrevistas semiestruturadas, nos permitiu articular à análise discursiva com uma análise das práticas linguísticas, com enfoque na perceção e na identificação do que é o ‘bom’ português. As práticas mistas ou híbridas continuam a ser interrogadas segundo os repertórios de cada falante e em cada contexto, permitindo pôr em questão as ideologias de ‘pureza’ da língua.

Key concepts: Portuguese, Sociology, Humanities, Political science, Linguistics, Art, Philosophy

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