2019Revista Portuguesa de CardiologiaOpen access

Progression of aerobic exercise intensity in a cardiac rehabilitation program

Hugo Amorim, Rui Cadilha, Fernando Parada, Afonso Rocha

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Abstract

To describe the progression of aerobic exercise intensity in patients on a cardiac rehabilitation (CR) program. We conducted a retrospective analysis of a random sample of patients referred for CR after acute coronary syndrome between 2008 and 2016. The weekly peak exercise intensity achieved during aerobic exercise was estimated by treadmill speed and grade at peak effort and the corresponding perception of effort was assessed using the Borg scale. Initial exercise intensity was prescribed as 60-80% of reserve heart rate plus resting heart rate, and was modified according to perceived exertion. Peak heart rate/intensity and perceived exertion index were used as variables to characterize the response to the intensity achieved. Variables were compared at different time points: T1 (1st week), T2 (4th week) and T3 (8th week). Of the total of 868, 238 patients were randomly selected. At peak heart rate during the session, exercise intensity (in metabolic equivalents) was: T1: 7.2±2.0, T2: 9.0±2.2, and T3: 9.4±2.2 (p<0.01). The peak heart rate/intensity index was T1: 16.8±5.4, T2: 13.4±3.6 and T3: 13.1±3.8 (p<0.01) and the perceived exertion index was T1: 1.8±0.6; T2: 1.4±0.5; T3: 1.4±0.5 (p<0.01). Increasing exercise intensity during CR, associated with lower perception of effort and lower heart rate necessary to achieve such intensity, leads to significant improvement in functional capacity. Descrever a progressão da intensidade do exercício físico aeróbio em doentes submetidos a um programa de reabilitação cardíaca. Realizamos uma análise retrospetiva numa amostra aleatória de doentes referenciados para um programa de reabilitação cardíaca na sequência de um evento coronário, entre 2008 e 2016. Estimamos a intensidade máxima do exercício, atingida semanalmente, pela velocidade e inclinação do tapete no pico do esforço na fase de esforço máximo, registando-se também o valor na escala de Borg correspondente. A prescrição inicial da intensidade de exercício foi feita com base na fórmula 60 a 80% da frequência cardíaca de reserva mais a frequência cardíaca de repouso e a progressão respeitou a perceção de esforço. Definimos as variáveis frequência cardíaca pico/intensidade e índice perceção de esforço para melhor indexar as respostas à intensidade atingida. Comparamos as variáveis em três momentos: T1 – 1.ª semana, T2 – 4.ª semana e T3 – 8.ª semana. Selecionamos aleatoriamente 238 dos 868 doentes referenciados para o programa de reabilitação cardíaca. No pico de esforço, a intensidade do exercício atingida (METS) melhorou (T1: 7,2±2,0 versus T2: 9,0±2,2 versus T3: 9,4±2,2; p<0,01). A relação frequência cardíaca pico/intensidade diminuiu (T1: 16,8±5,4 versus T2: 13,4±3,6 versus T3: 13,1±3,8; bpm/MET; p<0,01). O índice de perceção de esforço também diminuiu (T1: 1,8±0,6 versus T2: 1,4±0,5 versus T3: 1,4±0,5; p<0,01). O aumento na intensidade do exercício ao longo do programa de reabilitação cardíaca, associado à diminuição da perceção de esforço e da frequência cardíaca necessária para o atingir, traduz uma melhoria significativa na capacidade funcional.

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To describe the progression of aerobic exercise intensity in patients on a cardiac rehabilitation (CR) program. We conducted a retrospective analysis of a random sample of patients referred for CR after acute coronary syndrome between 2008 and 2016. The weekly peak exercise intensity achieved during aerobic exercise was estimated by treadmill speed and grade at peak effort and the corresponding perception of effort was assessed using the Borg scale. Initial exercise intensity was prescribed as 60-80% of reserve heart rate plus resting heart rate, and was modified according to perceived exertion. Peak heart rate/intensity and perceived exertion index were used as variables to characterize the response to the intensity achieved. Variables were compared at different time points: T1 (1st week), T2 (4th week) and T3 (8th week). Of the total of 868, 238 patients were randomly selected. At peak heart rate during the session, exercise intensity (in metabolic equivalents) was: T1: 7.2±2.0, T2: 9.0±2.2, and T3: 9.4±2.2 (p<0.01). The peak heart rate/intensity index was T1: 16.8±5.4, T2: 13.4±3.6 and T3: 13.1±3.8 (p<0.01) and the perceived exertion index was T1: 1.8±0.6; T2: 1.4±0.5; T3: 1.4±0.5 (p<0.01). Increasing exercise intensity during CR, associated with lower perception of effort and lower heart rate necessary to achieve such intensity, leads to significant improvement in functional capacity. Descrever a progressão da intensidade do exercício físico aeróbio em doentes submetidos a um programa de reabilitação cardíaca. Realizamos uma análise retrospetiva numa amostra aleatória de doentes referenciados para um programa de reabilitação cardíaca na sequência de um evento coronário, entre 2008 e 2016. Estimamos a intensidade máxima do exercício, atingida semanalmente, pela velocidade e inclinação do tapete no pico do esforço na fase de esforço máximo, registando-se também o valor na escala de Borg correspondente. A prescrição inicial da intensidade de exercício foi feita com base na fórmula 60 a 80% da frequência cardíaca de reserva mais a frequência cardíaca de repouso e a progressão respeitou a perceção de esforço. Definimos as variáveis frequência cardíaca pico/intensidade e índice perceção de esforço para melhor indexar as respostas à intensidade atingida. Comparamos as variáveis em três momentos: T1 – 1.ª semana, T2 – 4.ª semana e T3 – 8.ª semana. Selecionamos aleatoriamente 238 dos 868 doentes referenciados para o programa de reabilitação cardíaca. No pico de esforço, a intensidade do exercício atingida (METS) melhorou (T1: 7,2±2,0 versus T2: 9,0±2,2 versus T3: 9,4±2,2; p<0,01). A relação frequência cardíaca pico/intensidade diminuiu (T1: 16,8±5,4 versus T2: 13,4±3,6 versus T3: 13,1±3,8; bpm/MET; p<0,01). O índice de perceção de esforço também diminuiu (T1: 1,8±0,6 versus T2: 1,4±0,5 versus T3: 1,4±0,5; p<0,01). O aumento na intensidade do exercício ao longo do programa de reabilitação cardíaca, associado à diminuição da perceção de esforço e da frequência cardíaca necessária para o atingir, traduz uma melhoria significativa na capacidade funcional.

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Main findings

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Limitations

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Applications

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To describe the progression of aerobic exercise intensity in patients on a cardiac rehabilitation (CR) program. We conducted a retrospective analysis of a random sample of patients referred for CR after acute coronary syndrome between 2008 and 2016. The weekly peak exercise intensity achieved during aerobic exercise was estimated by treadmill speed and grade at peak effort and the corresponding perception of effort was assessed using the Borg scale. Initial exercise intensity was prescribed as 60-80% of reserve heart rate plus resting heart rate, and was modified according to perceived exertion. Peak heart rate/intensity and perceived exertion index were used as variables to characterize the response to the intensity achieved. Variables were compared at different time points: T1 (1st week), T2 (4th week) and T3 (8th week). Of the total of 868, 238 patients were randomly selected. At peak heart rate during the session, exercise intensity (in metabolic equivalents) was: T1: 7.2±2.0, T2: 9.0±2.2, and T3: 9.4±2.2 (p<0.01). The peak heart rate/intensity index was T1: 16.8±5.4, T2: 13.4±3.6 and T3: 13.1±3.8 (p<0.01) and the perceived exertion index was T1: 1.8±0.6; T2: 1.4±0.5; T3: 1.4±0.5 (p<0.01). Increasing exercise intensity during CR, associated with lower perception of effort and lower heart rate necessary to achieve such intensity, leads to significant improvement in functional capacity. Descrever a progressão da intensidade do exercício físico aeróbio em doentes submetidos a um programa de reabilitação cardíaca. Realizamos uma análise retrospetiva numa amostra aleatória de doentes referenciados para um programa de reabilitação cardíaca na sequência de um evento coronário, entre 2008 e 2016. Estimamos a intensidade máxima do exercício, atingida semanalmente, pela velocidade e inclinação do tapete no pico do esforço na fase de esforço máximo, registando-se também o valor na escala de Borg correspondente. A prescrição inicial da intensidade de exercício foi feita com base na fórmula 60 a 80% da frequência cardíaca de reserva mais a frequência cardíaca de repouso e a progressão respeitou a perceção de esforço. Definimos as variáveis frequência cardíaca pico/intensidade e índice perceção de esforço para melhor indexar as respostas à intensidade atingida. Comparamos as variáveis em três momentos: T1 – 1.ª semana, T2 – 4.ª semana e T3 – 8.ª semana. Selecionamos aleatoriamente 238 dos 868 doentes referenciados para o programa de reabilitação cardíaca. No pico de esforço, a intensidade do exercício atingida (METS) melhorou (T1: 7,2±2,0 versus T2: 9,0±2,2 versus T3: 9,4±2,2; p<0,01). A relação frequência cardíaca pico/intensidade diminuiu (T1: 16,8±5,4 versus T2: 13,4±3,6 versus T3: 13,1±3,8; bpm/MET; p<0,01). O índice de perceção de esforço também diminuiu (T1: 1,8±0,6 versus T2: 1,4±0,5 versus T3: 1,4±0,5; p<0,01). O aumento na intensidade do exercício ao longo do programa de reabilitação cardíaca, associado à diminuição da perceção de esforço e da frequência cardíaca necessária para o atingir, traduz uma melhoria significativa na capacidade funcional.

Key concepts: Heart rate, Exercise intensity, Intensity (physics), Medicine, Aerobic exercise, Physical therapy, Cardiology, Treadmill

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