Fábio Raphael Pascoti Bruhn, Marcos Aurélio Lopes, Glauber dos Santos, Fabiana Alves Demeu, Caio Augusto Perazza, Agnelo Franco Neto, Antônio Marcos Guimarães
Abstract
Este trabalho teve como objetivo avaliar a eficácia e o impacto econômico de diferentes antihelmínticos em relação ao ganho de peso e controle do OPG (ovos por grama de fezes) em bovinos da raça holandesa durante a fase de recria no sul de Minas Gerais, Brasil. O experimento foi conduzido em um sistema especializado de produção de leite localizado no município de Boa Esperança. Trinta e cinco fêmeas da raça holandesa, entre três e quatro meses de idade, foram divididas igualmente em cinco grupos de tratamentos: G1, ivermectina 1% (200µg/kg, genérico); G2, sulfóxido de albendazol; G3, abamectina; G4, doramectina; e G5, ivermectina 1% (referência). Os animais tratados com doramectina apresentaram maior ganho de peso (P <0.05) em relação ao grupo que recebeu albendazol. As contagens de OPG foram semelhantes (P >0.05) entre os tratamentos. Os itens com maiores representatividades no custo operacional efetivo, em ordem decrescente, foram alimentação, aquisição de animais, hora/máquina, mão-de-obra, vacina e, por último os anti-helmínticos. A doramectina, apesar de ter apresentado a maior contribuição nas despesas no custo operacional efetivo dentre os anti-helmínticos, também demonstrou melhor efeito sobre o ganho de peso, quando comparada ao albendazol, que apresentou a segunda menor contribuição nas despesas com esse tipo de medicamento na propriedade estudada. Mesmo com um custo maior, a doramectina pode trazer resultados zootécnicos melhores, indicando que sua utilização na propriedade estudada pode ser recomendada em relação a outros antihelminticos, como o albendazol.