Oftalmopatia de Graves, sempre um desafio
Gilberto Perez Cardoso
Abstract
Open-access reader
Gilberto Perez Cardoso
Abstract
Open-access reader
EditorialCom grande satisfação recebi mais uma vez honroso convite da Radiologia Brasileira para elaborar um editorial, nesta oportunidade, em especial, destacando e comentando, do ponto de vista do clínico que sou, o artigo "Oftalmopatia tireoidea revisitada" (1) , publicado neste número, que chama a atenção de todos nós para a "oftalmopatia de Graves".Como já destacou o artigo, a "oftalmopatia de Graves" é uma condição patológica autoimune que acomete as órbitas, intimamente associada ao hipertireoidismo da "doença de Graves", mas que pode surgir na ausência do hipertireoidismo (2,3) .A oftalmopatia, em si, pode anteceder, coincidir ou suceder o hipertireoidismo, e já tivemos a experiência clínica de identificar e de tratar pacientes portadores das três situações distintas.Clinicamente, a oftalmopatia pode se evidenciar desde uma moderada sensação de "areia nos olhos" até grave diplopia, quemose intensa, perda da visão, ou, o que costuma ser mais comum na prática, pela proptose.Felizmente, as formas mais severas, configurando a "oftalmopatia maligna", só chegam a 5% dos casos.O artigo já comentou os aspetos fisiopatológicos relevantes da situação, de origem autoimune e com seu caráter inflamatório, mas é útil lembrar que o hábito de fumar pode influenciar fortemente, de maneira negativa, a ocorrência e o curso da doença ocular, além de prejudicar, sobremaneira, a resposta à radioterapia orbitária e à corticoterapia.
OpenAlex reports 2 citations for this work. Citation counts describe recorded attention and do not establish research quality.
A contribution statement is not available in the OpenAlex record.
Method details are not available in the OpenAlex metadata.
Findings are not separately available in the OpenAlex metadata.
Limitations are not available in the OpenAlex metadata.
Application details are not available in the OpenAlex metadata.
EditorialCom grande satisfação recebi mais uma vez honroso convite da Radiologia Brasileira para elaborar um editorial, nesta oportunidade, em especial, destacando e comentando, do ponto de vista do clínico que sou, o artigo "Oftalmopatia tireoidea revisitada" (1) , publicado neste número, que chama a atenção de todos nós para a "oftalmopatia de Graves".Como já destacou o artigo, a "oftalmopatia de Graves" é uma condição patológica autoimune que acomete as órbitas, intimamente associada ao hipertireoidismo da "doença de Graves", mas que pode surgir na ausência do hipertireoidismo (2,3) .A oftalmopatia, em si, pode anteceder, coincidir ou suceder o hipertireoidismo, e já tivemos a experiência clínica de identificar e de tratar pacientes portadores das três situações distintas.Clinicamente, a oftalmopatia pode se evidenciar desde uma moderada sensação de "areia nos olhos" até grave diplopia, quemose intensa, perda da visão, ou, o que costuma ser mais comum na prática, pela proptose.Felizmente, as formas mais severas, configurando a "oftalmopatia maligna", só chegam a 5% dos casos.O artigo já comentou os aspetos fisiopatológicos relevantes da situação, de origem autoimune e com seu caráter inflamatório, mas é útil lembrar que o hábito de fumar pode influenciar fortemente, de maneira negativa, a ocorrência e o curso da doença ocular, além de prejudicar, sobremaneira, a resposta à radioterapia orbitária e à corticoterapia.
Key concepts: Chemosis, Medicine, Graves' ophthalmopathy, Diplopia, Pathological, Graves' disease, Disease, Magnetic resonance imaging