2009Lume (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)Open access

Structure and diversity of tree component in forest remnants in south Brazilian restinga.

Adriano Scherer, Fabiana Maraschin-Silva, Luís Rios de Moura Baptista

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Abstract

Nas florestas da restinga sul brasileira, entre as coordenadas 28°30’S e 33°45’S, o componente arbóreo possui vários aspectos ecológicos bem conheci-dos, mas faltam estudos em ampla escala geográfica. Para avaliar a variação na estrutura e diversidade do componente arbóreo, foram realizados estudos florísticos e fitossociológicos em 15 remanescentes distribuídos nessa região. Em cada remanescente, árvores com DAP ≥ 3 cm, presentes em 0,1ha, subdividido em 10 parcelas de 10 x 10 m, foram registradas. Também foram feitas análises químicas e texturais do solo (20 cm de profundidade) dos remanescentes. O conjunto de variáveis estruturais (densi-dade, cobertura, altura e riqueza) diferiu significativamente entre alguns remanescentes. A riqueza variou de 11 a 43 espécies, destacando-se espécies da família Myrtaceae. A diversidade variou de 1,372 a 3,175 nats/ind. O componente arbóreo apresentou densidade entre 1.520 e 3.830 ind./ha, porte baixo (1,5 a 15 m) e predomínio de diâmetros entre 12,5 e 15 cm. O solo teve baixa fertilidade, pH ácido e alto teor de alumínio em alguns remanescentes. As diferenças na estrutura e diversidade do componente arbóreo podem estar relacionadas às condições edáficas locais, temperatura atmosférica, precipitação e alterações antrópicas. Supõe-se também que a proximidade com outras formações florestais, como a Floresta Atlântica, possam estar influenciando na riqueza das florestas de restinga.

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Nas florestas da restinga sul brasileira, entre as coordenadas 28°30’S e 33°45’S, o componente arbóreo possui vários aspectos ecológicos bem conheci-dos, mas faltam estudos em ampla escala geográfica. Para avaliar a variação na estrutura e diversidade do componente arbóreo, foram realizados estudos florísticos e fitossociológicos em 15 remanescentes distribuídos nessa região. Em cada remanescente, árvores com DAP ≥ 3 cm, presentes em 0,1ha, subdividido em 10 parcelas de 10 x 10 m, foram registradas. Também foram feitas análises químicas e texturais do solo (20 cm de profundidade) dos remanescentes. O conjunto de variáveis estruturais (densi-dade, cobertura, altura e riqueza) diferiu significativamente entre alguns remanescentes. A riqueza variou de 11 a 43 espécies, destacando-se espécies da família Myrtaceae. A diversidade variou de 1,372 a 3,175 nats/ind. O componente arbóreo apresentou densidade entre 1.520 e 3.830 ind./ha, porte baixo (1,5 a 15 m) e predomínio de diâmetros entre 12,5 e 15 cm. O solo teve baixa fertilidade, pH ácido e alto teor de alumínio em alguns remanescentes. As diferenças na estrutura e diversidade do componente arbóreo podem estar relacionadas às condições edáficas locais, temperatura atmosférica, precipitação e alterações antrópicas. Supõe-se também que a proximidade com outras formações florestais, como a Floresta Atlântica, possam estar influenciando na riqueza das florestas de restinga.

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Nas florestas da restinga sul brasileira, entre as coordenadas 28°30’S e 33°45’S, o componente arbóreo possui vários aspectos ecológicos bem conheci-dos, mas faltam estudos em ampla escala geográfica. Para avaliar a variação na estrutura e diversidade do componente arbóreo, foram realizados estudos florísticos e fitossociológicos em 15 remanescentes distribuídos nessa região. Em cada remanescente, árvores com DAP ≥ 3 cm, presentes em 0,1ha, subdividido em 10 parcelas de 10 x 10 m, foram registradas. Também foram feitas análises químicas e texturais do solo (20 cm de profundidade) dos remanescentes. O conjunto de variáveis estruturais (densi-dade, cobertura, altura e riqueza) diferiu significativamente entre alguns remanescentes. A riqueza variou de 11 a 43 espécies, destacando-se espécies da família Myrtaceae. A diversidade variou de 1,372 a 3,175 nats/ind. O componente arbóreo apresentou densidade entre 1.520 e 3.830 ind./ha, porte baixo (1,5 a 15 m) e predomínio de diâmetros entre 12,5 e 15 cm. O solo teve baixa fertilidade, pH ácido e alto teor de alumínio em alguns remanescentes. As diferenças na estrutura e diversidade do componente arbóreo podem estar relacionadas às condições edáficas locais, temperatura atmosférica, precipitação e alterações antrópicas. Supõe-se também que a proximidade com outras formações florestais, como a Floresta Atlântica, possam estar influenciando na riqueza das florestas de restinga.

Key concepts: Component (thermodynamics), Diversity (politics), Tree (set theory), Geography, Forestry, Agroforestry, Environmental science, Anthropology

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Structure and diversity of tree component in forest remnants in south Brazilian restinga. — Research Paper | ScholarLens