2008•Americanae (AECID Library)Open access

Infecção de goiabas por Colletotrichum gloeosporioides e Colletotrichum acutatum sob diferentes temperaturas e períodos de molhamento

Ana Raquel Soares, Silvia Afonseca Lourenço, Lílian Amorim

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Abstract

A antracnose, causada por Colletotrichum gloeosporioides e Colletotrichum acutatum, é uma das principais doenças pós-colheita em goiabas. Este trabalho teve por objetivo determinar a influência de fatores ambientais na germinação e na formação de apressórios de Colletotrichum gloeosporioides e C. acutatum e na infecção de goiabas 'Kumagai' por estes patógenos. A germinação e a formação de apressórios in vitro foram determinadas sob temperaturas de 10, 15, 20, 25, 30, 35 e 40ºC, com períodos de molhamento de 6, 12 e 24 horas. A infecção de goiabas foi determinada sob temperaturas de 15, 20, 25 e 30ºC e período de molhamento de 24 horas. Não houve germinação a 40ºC em nenhuma das duas espécies. A germinação e formação de apressórios foram bastante elevadas no intervalo de 15 a 30ºC para C. gloeosporioides, com máximo a 25ºC. Para a espécie C. acutatum, a germinação e a formação de apressórios foram mais sensíveis a variações da temperatura, com máximo a 20ºC. Os períodos de molhamento testados pouco influenciaram a germinação de C. gloeosporioides, enquanto que em C. acutatum a germinação foi significativamente menor com 6 horas de molhamento em relação a 12 e 24 horas. A infecção de goiabas, pelas duas espécies fúngicas, foi crescente com a temperatura, diferentemente da germinação de conídios e formação de apressórios. Incidências de 100% de frutos doentes ocorreram a 30ºC, para ambas as espécies, aos 10 dias após a inoculação.

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A antracnose, causada por Colletotrichum gloeosporioides e Colletotrichum acutatum, é uma das principais doenças pós-colheita em goiabas. Este trabalho teve por objetivo determinar a influência de fatores ambientais na germinação e na formação de apressórios de Colletotrichum gloeosporioides e C. acutatum e na infecção de goiabas 'Kumagai' por estes patógenos. A germinação e a formação de apressórios in vitro foram determinadas sob temperaturas de 10, 15, 20, 25, 30, 35 e 40ºC, com períodos de molhamento de 6, 12 e 24 horas. A infecção de goiabas foi determinada sob temperaturas de 15, 20, 25 e 30ºC e período de molhamento de 24 horas. Não houve germinação a 40ºC em nenhuma das duas espécies. A germinação e formação de apressórios foram bastante elevadas no intervalo de 15 a 30ºC para C. gloeosporioides, com máximo a 25ºC. Para a espécie C. acutatum, a germinação e a formação de apressórios foram mais sensíveis a variações da temperatura, com máximo a 20ºC. Os períodos de molhamento testados pouco influenciaram a germinação de C. gloeosporioides, enquanto que em C. acutatum a germinação foi significativamente menor com 6 horas de molhamento em relação a 12 e 24 horas. A infecção de goiabas, pelas duas espécies fúngicas, foi crescente com a temperatura, diferentemente da germinação de conídios e formação de apressórios. Incidências de 100% de frutos doentes ocorreram a 30ºC, para ambas as espécies, aos 10 dias após a inoculação.

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A antracnose, causada por Colletotrichum gloeosporioides e Colletotrichum acutatum, é uma das principais doenças pós-colheita em goiabas. Este trabalho teve por objetivo determinar a influência de fatores ambientais na germinação e na formação de apressórios de Colletotrichum gloeosporioides e C. acutatum e na infecção de goiabas 'Kumagai' por estes patógenos. A germinação e a formação de apressórios in vitro foram determinadas sob temperaturas de 10, 15, 20, 25, 30, 35 e 40ºC, com períodos de molhamento de 6, 12 e 24 horas. A infecção de goiabas foi determinada sob temperaturas de 15, 20, 25 e 30ºC e período de molhamento de 24 horas. Não houve germinação a 40ºC em nenhuma das duas espécies. A germinação e formação de apressórios foram bastante elevadas no intervalo de 15 a 30ºC para C. gloeosporioides, com máximo a 25ºC. Para a espécie C. acutatum, a germinação e a formação de apressórios foram mais sensíveis a variações da temperatura, com máximo a 20ºC. Os períodos de molhamento testados pouco influenciaram a germinação de C. gloeosporioides, enquanto que em C. acutatum a germinação foi significativamente menor com 6 horas de molhamento em relação a 12 e 24 horas. A infecção de goiabas, pelas duas espécies fúngicas, foi crescente com a temperatura, diferentemente da germinação de conídios e formação de apressórios. Incidências de 100% de frutos doentes ocorreram a 30ºC, para ambas as espécies, aos 10 dias após a inoculação.

Key concepts: Germination, Colletotrichum gloeosporioides, Colletotrichum acutatum, Appressorium, Conidium, Horticulture, Biology, Colletotrichum

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